segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Espanha não é só o Verão Azul - Fangória, o Terror

Para aliviar da pressão do marfim e enquanto tento desenvencilhar-me do Dexter Around Midnight, aqui vai uma surpresa servida pelos nossos hermanos...deparei-me com esta raridade recentemente, fui violentado pela música deliciosamente a fazer lembrar um renovado euro-dance+electropop (musica às bolinhas que hoje em dia ainda se houve nas pistas de carrinhos de choque, acompanhadas por frases como, mais uma volta!!! 2 euros, duas voltas...mooooonteee carloooo racing, aqui em Bucelas") mas acrescentado mais algo:
- banda inspirada no novo terror americano os z-movies, daí o nome Fangoria
- é uma lady gaga espanhola de nome ALASKA, um misto de claudisabel e carlos castro já depois do pc e saca-rolhas experience;
- é uma senhora "enxuta", e vai lá vai...tem 47 primaveras
- canta em espanhol
- faz uns videos do catano, bem "preenchidos", altamente tecnologicos (saloiadas algumas)

A evolução da senhora Alaska começou no punk espanhol dos anos 80, passando por baladas e ritmos pop e hoje em dia eletro coiso...

Mas agora o que interessa é o momento actual...FANGORIA.

Sei que não devia...mas não consigo desgostar disto...vá aproveita para umas boas gargalhadas...

PS: Sobre os nossos hermanos tenho tanta, mas tanta coisinha boa...que até fico com dores de barriga!

http://www.fangoria.es/

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

1, 2, 3, 4 Pianos

Na sequência do anterior "post", também em relação ao piano existem muitos a dizer que tocam. Na realidade dão umas cacetadas no marfim aprendidas com os livros do Cebolo e melodias tipo "Papagaio Louro".

Depois há os que o tocam, acariciam, afagam, batem e mimam, a solo, aos pares, a três ou a quatro sempre com prazer para os voyeurs/auditeurs.
É dessa massa os exemplos que se seguem.

A Solo:


Aos Pares:


A Três:


E Quatro:


Mais que quatro é confusão estabelecida e não dá gozo a ninguém, apenas serve para a gabarolice parola e para o Guinness Records, é a palhaçada completa. Não acreditam, reparem neste número circense com 10 pianos, poderiam ser até 100 marteladores de marfim que o efeito maçador seria o mesmo só se tinha de aumentar o tamanho da tenda.


E a piroseira do palco? Mais possidónia era impossivel!

sábado, 22 de janeiro de 2011

"Lord have mercy on these Singers of today..... they know not what they do!"

Com este frio do catano vamos a uma voz de bagaço para aquecer.

De soprano a barítono. É a VOZ feminina de sempre...

Depois do primeiro post, tinha que voltar à Sassy e escolhi este tubidio cronologicamente perto da data do seu falecimento...perfeita até ao fim.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Ketchup na canja

Aproveitando a maré, introduzo mais um anglicismo: Fluteboxer, fluteboxing.
Penso que se entra numa vertente de fusão e fusões engraçadas, por este andar, há-de aparecer o tupperboxer (beat boxing com tupperwares) ou o furnitureboxer (com móveis) ou o petboxing...etc...

Mas haverá algo de mais primitivo do que fazer som com o próprio corpo ?! (não me refiro a soltar gases).
Basta vermos que hoje em dia a criação de música ou simples ritmos melódicos ou sincopados são comuns até nos mais primários, básicos e obtusos humanos que com o auxilio de instrumentos ou simplesmente com a voz e uma lata de cerveja produzem agradáveis canções e melodias....refiro-me às claques de futebol e às tunas universitárias.

Léts luque da treila...

Nathan



Não necessáriamente um mau beatboxer e um mau flautista dá um bom fluteboxer ?!

Greg Pattillo





...uma Água das Pedras?

Xô Cã Boca 2 - O Gang e o Alucinado

Algures no Caucaso da Serra D'Ossa, temperatura exterior do lado de fora


Ando com a escrita em atraso, mas vamos lá:

Os N7 conheço, são um grupo "a capella" (sem piquezinho a azedo) que faz beat boxing, embrulhados no papel de embrulho da indústria. MUITO BONS, não há que dizer mal...mas sabes...são uma boys band...ufffff...

Junto um tubidio do gang, só pela graça de ser live num metropolitano de Paris...a música é do piorío...mas se estivesses numa carruagem e 7 pretos estivessem juntos....na linha de Sintra era suficiente para desatar a fugir, nem esperava que eles começassem a cuspinhar (termo português para beatboxing), não fugindo de imediato convém que quando cantem seja uma coisita melodioso-vaginaló-cócó...



Vou buscar a minha moca de Rio Maior e colocar aqui mais um alucinado, um parodiante, ritmos DUB+BIGBEAT...Mastamic, um MC russo...o melhor emceeing do mundo ao lado de um frigorífico...






Alucinado...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Naturally 7

A conselho do meu amigo Herbert Jeffrey Hancock aqui vai mais uma acha... sete achas e das boas para a fogueira do Beatbox.
Do que já ouvi, os "máiores"!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

1995, July 9th

Desculpa este meu ritmo acelerado nesta semana, mas o espírito inovador de Dexter Gordon despertou-me um baralho de recordações melódico-emotivas que já me fizeram passar por Bobby McFerrin, Maria João, Ary dos Santos e nem sabes a lista que para aqui vai em páginas amareladas.
O meu último despertar, transportou-me para um dos primeiros, se não o primeiro Super Bock- Super Rock que se passou na Rocha Conde D’Óbidos.
Confirmação de última hora pelo Dr. Google; foi mesmo o primeiro!

Permitam-me então começar a história desde o início.
Limipicos, Foz do Lizandro num sábado, tarde de Verão.
Eu e um amigo entre imperiais colocámos na mesa como programa para o dia seguinte uma incursão no novel Super Bock Super Rock. Elucidados pelos lúpulos decidimos marcar presença.
No dia seguinte, e depois de estágio no Bogotá, restaurante “michelanizado” na baixa Amadorense, lá seguimos expectantes para Alcântara.

1º Acto (será “ato”!?, para os Cavacos Socráticos que acordaram para o acordo, que se poderá escrever qualquer merda que soará sempre correcta. Ou será cú-réta?).
Paulo Mendonça (já nem me lembrava, obrigado Dr. G.)

2º Acto de: Acção, Feito, Execução (para não nos confundirmos com ato de: laço, amarro, aperto, enleio, ligo, prendo, ufaaaa).
Youssou N’Dour. Agradável surpresa, um belo bailarico com sons afro.

3º Sei lá!!! Já nem sei falar essa coisa a que chamam português!
É pááááá…
O momento alto da noite, que recordo até hoje, e sobre o qual quis escrever este “post” (será que “post” já é uma palavra portuguesa?)

MORPHINE
Isto é o que eu mais gosto na música.
A surpresa sobre a repetição, a ousadia sobre a receita, a experiência sobre a garantia, a pimenta sobre o chocolate.
E isto resume o que este trio fazia, Mark Sandman – slide bass de duas cordas, Dana Colley – saxofones e Billy Conway - bateria.
Abram alas:



Mark Sandman viria a morrer em palco em 1999 em Itália, tive o deleite de o (os) ver por uma ultima vez na Expo’98 em mais um incrível concerto.
Restam-nos os 5 fabulosos álbuns que deixaram.

4º Coiso
Therapy
Moshhhhhhhhh

5ª Cena
Faith No More
Bahhhhhh, bela trampa!
Aproveitar, entre guinchos em fundo, e gastar mais umas senhas de jolas (ou será “chópi”) para retemperar forças (retemperar ainda se pode dizer?).

6º Qualquer coisa
The Cure
Fabulástico (também tenho o direito de inventar!)
Nem era um conhecedor, mas tenho de admitir que a versão “quase homem” da Maria José Morgado (ler Robert Smith) é um músico fabuloso. E naquele dia, volta das 3:30h manter-me acordado depois de alguns blocos de senhas, não era fácil.

Só para que conste, um abraço ao companheiro da luta “festivaleira” (ahhh, isto não está previsto no acordo!) João Seabra.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Letes Luque Eta Treila - Ep. 1

É um avião?
É um cometa?
Não, é uma nova rubrica.
Não sobre a música no cinema, mas, o cinema na música.

Que todos os filmes, à excepção dos do Oliveira, têm OMS, OST ou à portuguesa BSO, é normal. Menos comum são as bandas sonoras com filme. Em sentido inverso.
Onde a música é mais importante que o argumento a fotografia ou a representação.
Mas, como no caso com que abro esta novo capítulo aqui no ME, se junta uma banda sonora indescritivelmente boa, com uma representação que valeu uma nomeação para Óscar, sendo que os Óscares estão para o cinema como o McDonalds para a gastronomia, Paris e Nova York como pano de fundo e, como actores amadores como Bobby Hutcherson, Ron Carter, Martin Scorsese, John McLaughlin, Wayne Shorter, Tony Williams, Freddie Hubbard e claro, Herbie Hancock e o enorme DEXTER GORDON, o grande impulsionador do Bep Bop.



Na banda sonora ainda participam nomes como Chet Baker ou Bobby McFerrin de entre outros.

Ende nau, “Letes Luque Eta Treila”.

Paris:


New York:


Esta só o som consta no filme durante os créditos de abertura, mas é.... pahhhhhhh


"My life is music 24 hours a day"
Dale Turner (personagem interpretada por Dexter Gordon)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

XEG - Mestre da rima (XXX 3)

...e vamos de "rebote".

Entrada de cabeça no Hip Hop Nacional underground....Mestre XEG

Para fazer valer os 3 X...hardcore rima a capella, do fundo da alma...(desculpa ser um frame parado, obviamente não há vídeo)

A CAPPELLA...o prato do dia, servido nas trombas de um jornalista/radialista do Público/Mirarmar(?)que escreveu acerca da morte do MC Snake em Alcantara (?)

Um digno sucessor de Ary...a rima é uma arma e uma fonte de gozo...e um espelho da alma e da inteligência.




FO**CE!!!!

XEG...moço de um cabrão que tento ver ao vivo ha 8 anos e não consigo...ou vou às FNAQUES e ele cancelou ou não tenho vagar de perder uma noite para ir a Oeiras, ou ele marca um concerto para o Algarve quando devia ser em P. Arcos...xiça!

...deixo-te a liberdade se quiseres procurar mais sobre este poeta...margem norte do tejo, tua terra...Paço de Arcos na área...vide Susana, Conhecimento, etc,etc

O MELHOR MC LUSO...PROPS XEG..RESPECT

Ncosta

Steve Lehman - Estraçalhado (XXX 2)

...e nem me levanto! Para quê? Arrasado com este orgânica melódica, este humus jazzististico (oposto ao estilo Blue Note do Lionel) rico em nutrientes! MUITO BOM! Fora o baterista e trompetista que me pareceram sempre off tuned, enfim...que poesia fabulosa...vou continuar atento...e aprendi...muito bom...

NOTA FINAL: 12 Steve, 10 Lionel...

Um galardão final...um FOSGACE de Ouro para STEVE...a RRA ZA dO...

SEMPRE ME DISSERAM "Cuidado com os bichos que se escondem nas tocas!"

...eis porquê!

LIONEL - Esmigalhado (XXX)

Vamos lá por a escrita em dia...

Aos demais aconselha-se prudência em terrenos onde o acordo ortográfico não reina, aqui mãe, vai voltar a ser mai:

1. Só ainda vi esta tua prenda, nunca vi um "concerto"
2. BBoy do melhor...dace (deves entender como o popular fô...coisa-se)
3. O camandro, sonoridades do centro africa...
4. Muito bom...muitissimo bom....caí da cadeira e revi, e revi...
5. Vou continuar a procurar mais, depois de me indicares a morada do restaurante vou lá eu MESMO...epá temos que falar disto não gosto de estabelecer varandins sem conhecer o feeling do "ao vivo", em termos tubisticos, top ten, ou se fosse um festival da canção, 12 points, 12 points (ler primeiro em inglês depois em francês)
6. Não consumir se for conduzir...Quim ao seu melhor...KO Ténico...tapete com as beiças, digno post de um dia de reis...cum camandro...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

INVENTÁRIO 2010

Sei que ando com a escrita em atraso mas o tema do grande João Aguardela lembrou-me porque não fazermos o inventário musical do ano findo...

Contribuições nos comentários...a gerência agradece hehehehe

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Xó Câ Boca Fazia Isto

Na sequencia de um dos temas em debate, e sem mais comentários.



http://www.aguardela.com/

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Lionel from Benim

Em resposta a Ibrahim aqui vai Lionel Loueke que já assisti no Jardim do Marquês em Oeiras e no Small Field de Lisboa, ambos na companhia do Camaleão Hancock.



Um gajo estranho mas fabuloso tanto na forma de tocar como na de interpretar.
Fantástico.

De regresso à toca

Na última conversa “off-the-tasca”, alertaste-me, e bem, para o facto de eu andar afastado da minha toca, e de ainda não ter proposto aqui algo de lá.
Ora vamos lá corrigir esse facto com um dos melhores e mais promissores compositores … da actualidade.
Steve Lehman
Este puto nova-iorquino de 32 anos, tem composições absolutamente fascinantes, onde com instrumentos correntes nos colectivos Jazz, consegue adquirir sons celestiais e, pelo menos a mim, faz viajar “to a galaxy far far away…”

Uma das composições mais fascinantes, “Echoes” do último álbum “Travail, Transformation and Flow” de 2009 (não é nenhuma cover dos Pink Floyd também essa celestial).



Fiquem-se com mais esta demonstração:



And it’s all that jazzzzzzzzzz