sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

1995, July 9th

Desculpa este meu ritmo acelerado nesta semana, mas o espírito inovador de Dexter Gordon despertou-me um baralho de recordações melódico-emotivas que já me fizeram passar por Bobby McFerrin, Maria João, Ary dos Santos e nem sabes a lista que para aqui vai em páginas amareladas.
O meu último despertar, transportou-me para um dos primeiros, se não o primeiro Super Bock- Super Rock que se passou na Rocha Conde D’Óbidos.
Confirmação de última hora pelo Dr. Google; foi mesmo o primeiro!

Permitam-me então começar a história desde o início.
Limipicos, Foz do Lizandro num sábado, tarde de Verão.
Eu e um amigo entre imperiais colocámos na mesa como programa para o dia seguinte uma incursão no novel Super Bock Super Rock. Elucidados pelos lúpulos decidimos marcar presença.
No dia seguinte, e depois de estágio no Bogotá, restaurante “michelanizado” na baixa Amadorense, lá seguimos expectantes para Alcântara.

1º Acto (será “ato”!?, para os Cavacos Socráticos que acordaram para o acordo, que se poderá escrever qualquer merda que soará sempre correcta. Ou será cú-réta?).
Paulo Mendonça (já nem me lembrava, obrigado Dr. G.)

2º Acto de: Acção, Feito, Execução (para não nos confundirmos com ato de: laço, amarro, aperto, enleio, ligo, prendo, ufaaaa).
Youssou N’Dour. Agradável surpresa, um belo bailarico com sons afro.

3º Sei lá!!! Já nem sei falar essa coisa a que chamam português!
É pááááá…
O momento alto da noite, que recordo até hoje, e sobre o qual quis escrever este “post” (será que “post” já é uma palavra portuguesa?)

MORPHINE
Isto é o que eu mais gosto na música.
A surpresa sobre a repetição, a ousadia sobre a receita, a experiência sobre a garantia, a pimenta sobre o chocolate.
E isto resume o que este trio fazia, Mark Sandman – slide bass de duas cordas, Dana Colley – saxofones e Billy Conway - bateria.
Abram alas:



Mark Sandman viria a morrer em palco em 1999 em Itália, tive o deleite de o (os) ver por uma ultima vez na Expo’98 em mais um incrível concerto.
Restam-nos os 5 fabulosos álbuns que deixaram.

4º Coiso
Therapy
Moshhhhhhhhh

5ª Cena
Faith No More
Bahhhhhh, bela trampa!
Aproveitar, entre guinchos em fundo, e gastar mais umas senhas de jolas (ou será “chópi”) para retemperar forças (retemperar ainda se pode dizer?).

6º Qualquer coisa
The Cure
Fabulástico (também tenho o direito de inventar!)
Nem era um conhecedor, mas tenho de admitir que a versão “quase homem” da Maria José Morgado (ler Robert Smith) é um músico fabuloso. E naquele dia, volta das 3:30h manter-me acordado depois de alguns blocos de senhas, não era fácil.

Só para que conste, um abraço ao companheiro da luta “festivaleira” (ahhh, isto não está previsto no acordo!) João Seabra.

2 comentários:

  1. Éh lá...aqui ninguém pede desculpas...na Tasca bota-se para fora, não vá ficar lá dentro a azedar e a tasca não tem horas, é tipo roulotte (ou será rulote, ou relote, ou roulotte....'pera...

    rulote
    s. f.Viatura automóvel ou atrelado próprios para alojamento. = caravana
    ...prontos) das bifanas.

    Também fui à Praça Sony ver os Morphine, fiquem ao lado do candidato a candidato Vieira, muitissimo bem acompanhado à época.

    Grande show...muito bom...

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  2. ...mas muito bom o post...esse festival coincidio com a minha entrada na Recaque, anos depois, tipo 96 97, só tinha o Fields para me acompanhar ao SB para ouver Fila Brazillia e kruder & dorfmeister...mas acabámos por beber uma jola ao pé do casino no estoril e ficar por lá...

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