Desculpa este meu ritmo acelerado nesta semana, mas o espírito inovador de Dexter Gordon despertou-me um baralho de recordações melódico-emotivas que já me fizeram passar por Bobby McFerrin, Maria João, Ary dos Santos e nem sabes a lista que para aqui vai em páginas amareladas.
O meu último despertar, transportou-me para um dos primeiros, se não o primeiro Super Bock- Super Rock que se passou na Rocha Conde D’Óbidos.
Confirmação de última hora pelo Dr. Google; foi mesmo o primeiro!
Permitam-me então começar a história desde o início.
Limipicos, Foz do Lizandro num sábado, tarde de Verão.
Eu e um amigo entre imperiais colocámos na mesa como programa para o dia seguinte uma incursão no novel Super Bock Super Rock. Elucidados pelos lúpulos decidimos marcar presença.
No dia seguinte, e depois de estágio no Bogotá, restaurante “michelanizado” na baixa Amadorense, lá seguimos expectantes para Alcântara.
1º Acto (será “ato”!?, para os Cavacos Socráticos que acordaram para o acordo, que se poderá escrever qualquer merda que soará sempre correcta. Ou será cú-réta?).
Paulo Mendonça (já nem me lembrava, obrigado Dr. G.)
2º Acto de: Acção, Feito, Execução (para não nos confundirmos com ato de: laço, amarro, aperto, enleio, ligo, prendo, ufaaaa).
Youssou N’Dour. Agradável surpresa, um belo bailarico com sons afro.
3º Sei lá!!! Já nem sei falar essa coisa a que chamam português!
É pááááá…
O momento alto da noite, que recordo até hoje, e sobre o qual quis escrever este “post” (será que “post” já é uma palavra portuguesa?)
MORPHINE
Isto é o que eu mais gosto na música.
A surpresa sobre a repetição, a ousadia sobre a receita, a experiência sobre a garantia, a pimenta sobre o chocolate.
E isto resume o que este trio fazia, Mark Sandman – slide bass de duas cordas, Dana Colley – saxofones e Billy Conway - bateria.
Abram alas:
Mark Sandman viria a morrer em palco em 1999 em Itália, tive o deleite de o (os) ver por uma ultima vez na Expo’98 em mais um incrível concerto.
Restam-nos os 5 fabulosos álbuns que deixaram.
4º Coiso
Therapy
Moshhhhhhhhh
5ª Cena
Faith No More
Bahhhhhh, bela trampa!
Aproveitar, entre guinchos em fundo, e gastar mais umas senhas de jolas (ou será “chópi”) para retemperar forças (retemperar ainda se pode dizer?).
6º Qualquer coisa
The Cure
Fabulástico (também tenho o direito de inventar!)
Nem era um conhecedor, mas tenho de admitir que a versão “quase homem” da Maria José Morgado (ler Robert Smith) é um músico fabuloso. E naquele dia, volta das 3:30h manter-me acordado depois de alguns blocos de senhas, não era fácil.
Só para que conste, um abraço ao companheiro da luta “festivaleira” (ahhh, isto não está previsto no acordo!) João Seabra.
Éh lá...aqui ninguém pede desculpas...na Tasca bota-se para fora, não vá ficar lá dentro a azedar e a tasca não tem horas, é tipo roulotte (ou será rulote, ou relote, ou roulotte....'pera...
ResponderEliminarrulote
s. f.Viatura automóvel ou atrelado próprios para alojamento. = caravana
...prontos) das bifanas.
Também fui à Praça Sony ver os Morphine, fiquem ao lado do candidato a candidato Vieira, muitissimo bem acompanhado à época.
Grande show...muito bom...
...mas muito bom o post...esse festival coincidio com a minha entrada na Recaque, anos depois, tipo 96 97, só tinha o Fields para me acompanhar ao SB para ouver Fila Brazillia e kruder & dorfmeister...mas acabámos por beber uma jola ao pé do casino no estoril e ficar por lá...
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