...e vamos de "rebote".
Entrada de cabeça no Hip Hop Nacional underground....Mestre XEG
Para fazer valer os 3 X...hardcore rima a capella, do fundo da alma...(desculpa ser um frame parado, obviamente não há vídeo)
A CAPPELLA...o prato do dia, servido nas trombas de um jornalista/radialista do Público/Mirarmar(?)que escreveu acerca da morte do MC Snake em Alcantara (?)
Um digno sucessor de Ary...a rima é uma arma e uma fonte de gozo...e um espelho da alma e da inteligência.
FO**CE!!!!
XEG...moço de um cabrão que tento ver ao vivo ha 8 anos e não consigo...ou vou às FNAQUES e ele cancelou ou não tenho vagar de perder uma noite para ir a Oeiras, ou ele marca um concerto para o Algarve quando devia ser em P. Arcos...xiça!
...deixo-te a liberdade se quiseres procurar mais sobre este poeta...margem norte do tejo, tua terra...Paço de Arcos na área...vide Susana, Conhecimento, etc,etc
O MELHOR MC LUSO...PROPS XEG..RESPECT
Ncosta
Eu tambem fui à Toca...heheheh
ResponderEliminarAgora da toca fiquei nas covas!
ResponderEliminarBruuuuuuutalllllllll
Esmagado tambem eu fiquei com a poesia nua e crua colocada num português sem acordo ortográfico, que alguns paneleiros não se indignaram ao assinar.
XEG entrou na minha lista, e para os lugares cimeiros.
É verdade, por momentos cheguei a pensar estar a ouvir dos Santos, Ary.
Xau vou ouvir outra vez.
Poeta castrado, não!
ResponderEliminarSerei tudo o que disserem
Por inveja ou negação:
Cabeçudo dromedário
Fogueira de exibição
Teorema corolário
Poema de mão em mão
Lãzudo publicitário
Malabarista cabrão.
Serei tudo o que quiserem:
Poeta castrado, não!
Os que entendem como eu
As linhas com que me escrevo
Reconhecem o que é meu
Em tudo quanto lhes devo:
Ternura como já disse
Sempre que faço um poema;
Saudade que se partisse
Me alagaria de pena;
E também uma alegria
Uma coragem serena
Em renegar a poesia
Quando ela nos envenena.
Os que entendem como eu
A força que tem um verso
Reconhecem o que é seu
Quando lhes mostro o reverso:
Da fome já não se fala
-É tão vulgar que nos cansa-
Mas que dizer de uma bala
Num esqueleto de criança?
Do frio não reza a história
-a morte é branda e letal-
Mas que dizer da memória
De uma bomba de napalm?
E o resto que pode ser
O poema dia a dia?
-Um bisturi a crescer
Nas coxas de uma judia;
Um filho que vai nascer
Parido por asfixia?!
-Ah não me venham dizer
Que é fonética a poesia!
Serei tudo o que disserem
Por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
Falso médico ladrão
Prostituta proxeneta
Espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado, não!
Ary dos Santos