quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

XEG - Mestre da rima (XXX 3)

...e vamos de "rebote".

Entrada de cabeça no Hip Hop Nacional underground....Mestre XEG

Para fazer valer os 3 X...hardcore rima a capella, do fundo da alma...(desculpa ser um frame parado, obviamente não há vídeo)

A CAPPELLA...o prato do dia, servido nas trombas de um jornalista/radialista do Público/Mirarmar(?)que escreveu acerca da morte do MC Snake em Alcantara (?)

Um digno sucessor de Ary...a rima é uma arma e uma fonte de gozo...e um espelho da alma e da inteligência.




FO**CE!!!!

XEG...moço de um cabrão que tento ver ao vivo ha 8 anos e não consigo...ou vou às FNAQUES e ele cancelou ou não tenho vagar de perder uma noite para ir a Oeiras, ou ele marca um concerto para o Algarve quando devia ser em P. Arcos...xiça!

...deixo-te a liberdade se quiseres procurar mais sobre este poeta...margem norte do tejo, tua terra...Paço de Arcos na área...vide Susana, Conhecimento, etc,etc

O MELHOR MC LUSO...PROPS XEG..RESPECT

Ncosta

3 comentários:

  1. Agora da toca fiquei nas covas!
    Bruuuuuuutalllllllll
    Esmagado tambem eu fiquei com a poesia nua e crua colocada num português sem acordo ortográfico, que alguns paneleiros não se indignaram ao assinar.
    XEG entrou na minha lista, e para os lugares cimeiros.
    É verdade, por momentos cheguei a pensar estar a ouvir dos Santos, Ary.

    Xau vou ouvir outra vez.

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  2. Poeta castrado, não!
    Serei tudo o que disserem
    Por inveja ou negação:
    Cabeçudo dromedário
    Fogueira de exibição
    Teorema corolário
    Poema de mão em mão
    Lãzudo publicitário
    Malabarista cabrão.
    Serei tudo o que quiserem:
    Poeta castrado, não!

    Os que entendem como eu
    As linhas com que me escrevo
    Reconhecem o que é meu
    Em tudo quanto lhes devo:
    Ternura como já disse
    Sempre que faço um poema;
    Saudade que se partisse
    Me alagaria de pena;
    E também uma alegria
    Uma coragem serena
    Em renegar a poesia
    Quando ela nos envenena.

    Os que entendem como eu
    A força que tem um verso
    Reconhecem o que é seu
    Quando lhes mostro o reverso:
    Da fome já não se fala
    -É tão vulgar que nos cansa-
    Mas que dizer de uma bala
    Num esqueleto de criança?

    Do frio não reza a história
    -a morte é branda e letal-
    Mas que dizer da memória
    De uma bomba de napalm?

    E o resto que pode ser
    O poema dia a dia?
    -Um bisturi a crescer
    Nas coxas de uma judia;
    Um filho que vai nascer
    Parido por asfixia?!
    -Ah não me venham dizer
    Que é fonética a poesia!

    Serei tudo o que disserem
    Por temor ou negação:
    Demagogo mau profeta
    Falso médico ladrão
    Prostituta proxeneta
    Espoleta televisão.
    Serei tudo o que disserem:
    Poeta castrado, não!


    Ary dos Santos

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